Alberto Caeiro

Aquela senhora tem um piano PDF Print E-mail
Alberto Caeiro - Poesia
Aquela senhora tem um piano 
Que é agradável mas não é o correr dos rios  
Nem o murmúrio que as árvores fazem ...
Read more...
 
Num meio-dia de fim de primavera PDF Print E-mail
Alberto Caeiro - Poesia
Num meio-dia de fim de primavera 
Tive um sonho como uma fotografia. 
Vi Jesus Cristo descer à terra. 
Veio pela encosta de um monte 
Tornado outra vez menino, 
A correr e a rolar-se pela erva 
Read more...
 
Da minha aldeia PDF Print E-mail
Alberto Caeiro - Poesia
Da minha aldeia vejo quanto da terra se pode ver no Universo... 
Por isso a minha aldeia é tão grande como outra terra qualquer 
Porque eu sou do tamanho do que vejo 
E não, do tamanho da minha altura...
Read more...
 
Pensar em Deus PDF Print E-mail
Alberto Caeiro - Poesia
Pensar em Deus é desobedecer a Deus, 
Porque Deus quis que o não conhecêssemos, 
Por isso se nos não mostrou...
Read more...
 
Há metafisica bastante em não pensar em nada PDF Print E-mail
Alberto Caeiro - Poesia
O que penso eu do mundo?   
Sei lá o que penso do mundo!   
Se eu adoecesse pensaria nisso.
Read more...
 
Eu nunca guardei rebanhos PDF Print E-mail
Alberto Caeiro - Poesia
Eu nunca guardei rebanhos, 
Mas é como se os guardasse. 
Minha alma é como um pastor, 
Conhece o vento e o sol 
E anda pela mão das Estações  
A seguir e a olhar.
Read more...
 
A criança que pensa em fadas PDF Print E-mail
Alberto Caeiro - Poesia

A CRIANÇA que pensa em fadas e acredita nas fadas 
Age como um deus doente, mas como um deus. 
Porque embora afirme que existe o que não existe
Sabe como é que as cousas existem, que é existindo,

Read more...
 
Acordo de noite subitamente PDF Print E-mail
Alberto Caeiro - Poesia
Acordo de noite subitamente,
E o meu relógio ocupa a noite toda.
Não sinto a Natureza lá fora.
Read more...
 
Acho tão natural que não se pense PDF Print E-mail
Alberto Caeiro - Poesia

 

Acho tão natural que não se pense
Que me ponho a rir às vezes, sozinho,
Não sei bem de quê, mas é de qualquer cousa
Que tem que ver com haver gente que pensa ...

Read more...
 
Estou doente PDF Print E-mail
Alberto Caeiro - Poesia

Estou doente. Meus pensamentos começam a estar confusos
Mas o meu corpo, tirado às cousas, entra nelas.
Sinto-me parte das cousas com  .............................
E uma grande libertação começa a fazer-se em mim,
Uma grande alegria solene como a de eu estar vem
(?) [Um verso ilegível.]

 

 

 
Estas verdade PDF Print E-mail
User Rating: / 1
PoorBest 
Alberto Caeiro - Poesia

Estas verdades não são perfeitas porque são ditas.
E antes de ditas pensadas. 
Mas no fundo o que está certo é elas negarem-se a si próprias.
Na negação oposta de afirmarem qualquer cousa.  
A única afirmação é ser.
E ser o oposto é o que não queria de mim.

 

 
 

 
É noite PDF Print E-mail
User Rating: / 1
PoorBest 
Alberto Caeiro - Poesia
É noite. A noite é muito escura. Numa casa a uma grande distância 
Brilha a luz duma janela.
Vejo-a, e sinto-me humano dos pés à cabeça.
É curioso que toda a vida do indivíduo que ali mora, e que não sei quem é,
Atrai-me só por essa luz vista de longe.
Sem dúvida que a vida dele é real e ele tem cara, gestos, família e profissão.
Read more...
 
<< Start < Prev 1 2 Next > End >>

Page 1 of 2

Buscar

Feed Display

No Feed URL specified.
Design Joomla