Mario Quintana

Eu queria trazer-lhe uns versos muito lindos PDF Print E-mail
Mario Quintana - Poesia

Eu queria trazer-te uns versos muito lindos
colhidos no mais íntimo de mim...
Suas palavras
seriam as mais simples do mundo,
porém não sei que luz as iluminaria

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Os arroios PDF Print E-mail
Mario Quintana - Poesia

Os arroios são rios guris...
Vão pulando e cantando dentre as pedras.
Fazem borbulhas d'água no caminho: bonito!
Dão vau aos burricos,
às belas morenas,

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A canção da vida PDF Print E-mail
Mario Quintana - Poesia

A vida é louca
a vida é uma sarabanda
é um corrupio...
A vida múltipla dá-se as mãos como um bando
de raparigas em flor
e está cantando

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Canção de barco e de olvido PDF Print E-mail
Mario Quintana - Poesia

Não quero a negra desnuda.
Não quero o baú do morto.
Eu quero o mapa das nuvens
E um barco bem vagaroso.

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Se eu fosse um padre PDF Print E-mail
Mario Quintana - Poesia

Se eu fosse um padre, eu, nos meus sermões,
não falaria em Deus nem no Pecado
- muito menos no Anjo Rebelado
e os encantos das suas seduções,

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trova PDF Print E-mail
Mario Quintana - Poesia

Coração que bate-bate...
Antes deixes de bater!
Só num relógio é que as horas
Vão passando sem sofrer.

 

 
Canção do dia de sempre PDF Print E-mail
Mario Quintana - Poesia

Tão bom viver dia a dia...
A vida assim, jamais cansa...
Viver tão só de momentos
Como estas nuvens no céu...

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Poeminha Sentimental PDF Print E-mail
Mario Quintana - Poesia

O meu amor, o meu amor, Maria
É como um fio telegráfico da estrada
Aonde vêm pousar as andorinhas...
De vez em quando chega uma

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Inscrição para um portão de cemitério PDF Print E-mail
Mario Quintana - Poesia

Na mesma pedra se encontram,
Conforme o povo traduz,
Quando se nasce - uma estrela,
Quando se morre - uma cruz.

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Sempre que chove PDF Print E-mail
Mario Quintana - Poesia

Sempre que chove
Tudo faz tanto tempo...
E qualquer poema que acaso eu escreva
Vem sempre datado de 1779!

 

 
Obsessão do mar oceano PDF Print E-mail
Mario Quintana - Poesia

Vou andando feliz pelas ruas sem nome...
Que vento bom sopra do Mar Oceano!
Meu amor eu nem sei como se chama,
Nem sei se é muito longe o Mar Oceano...
Mas há vasos cobertos de conchinhas
Sobre as mesas... e moças na janelas

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Poema da gare de astapovo PDF Print E-mail
Mario Quintana - Poesia

O velho Leon Tolstoi fugiu de casa aos oitenta anos
E foi morrer na gare de Astapovo!
Com certeza sentou-se a um velho banco,
Um desses velhos bancos lustrosos pelo uso
Que existem em todas as estaçõezinhas pobres do mundo
Contra uma parede nua...

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