Poema

Vos outros! que dizeis que o amoe é um suplicio PDF Print E-mail
Alberto de Oliveira - Poema

Vós outros! que dizeis que o Amor é um suplício,
Que a flor da Decepção se abre em todo o Prazer,
Que aconselhais à Alma o mosteiro, e o cilício,
Pois nada pode consolar-nos de viver

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O mar agita-se como um alucinado PDF Print E-mail
Alberto de Oliveira - Poema

O Mar agita-se, como um alucinado:

A sua espuma aflui, baba da sua Dor...

Posto o escafandro, com um passo cadenciado,

Desce ao fundo do Oceano algum mergulhador.

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Nunca os homens terão meu amor e meu peito PDF Print E-mail
Alberto de Oliveira - Poema

Nunca os Homens terão meu amor e meu peito:
Nas horas de aflição, contigo hei-de vir ter:
Ser-me-á norte na Vida a ambição do Perfeito,
Nenhuma face humana enervará meu ser!

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Velhice PDF Print E-mail
Alberto de Oliveira - Poema
Água do rio Letes, onde passas?
Venha a mim o teu curso benfazejo
Que sepulta alegrias ou desgraças
No mesmo esquecimento sem desejo.
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No Penedo da Meditação PDF Print E-mail
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Alberto de Oliveira - Poema

Aprende-se até morrer...

Mas eu fui mais refractário:

Morrerei sem aprender,

Vida, o teu abecedário!

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Cinco Sentidos PDF Print E-mail
Alberto de Oliveira - Poema

Cinco sentidos são os cinco dedos

Com que o homem tacteia a escuridão,

Rodeado de sombras e segredos

De que busca, e não acha, a solução.

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A TÍ PDF Print E-mail
Alberto de Oliveira - Poema

Como o sol nasce do monte

E todo o vale alumia,

Assim no meu horizonte

Nasceu teu olhar, um dia.

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Lisboa PDF Print E-mail
Alberto de Oliveira - Poema

Ó Cidade da Luz! Perpétua fonte

De tão nítida e virgem claridade,

Que parece ilusão, sendo verdade,

Que o sol aqui feneça e não desponte...

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Mães de Portugal PDF Print E-mail
Alberto de Oliveira - Poema

Ó Mães de Portugal comovedoras,

Com Meninos Jesus de encontro ao peito,

Iguais na devoção e amor perfeito

Aos painéis onde estão Nossas Senhoras!

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Vaso Chinês PDF Print E-mail
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Alberto de Oliveira - Poema

Estranho mimo aquele vaso! Vi-o,

Casualmente, uma vez, de um perfumado

Contador sobre o mármor luzidio,

Entre um leque e o começo de um bordado.

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Vaso Grego PDF Print E-mail
Alberto de Oliveira - Poema

     Esta de áureos relevos, trabalhada

De divas mãos, brilhante copa, um dia,

Já de aos deuses servir como cansada,

Vinda do Olimpo, a um novo deus servia.

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Vingança da porta PDF Print E-mail
Alberto de Oliveira - Poema

     Era um hábito antigo que ele tinha:

Entrar dando com a porta nos batentes.

— Que te fez essa porta? a mulher vinha

E interrogava. Ele cerrando os dentes:

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