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Henriqueta Lisboa -
Poesia
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E volta sempre a infância com suas íntimas, fundas amarguras. Oh! por que não esquecer as amarguras e somente lembrar o que foi suave ao nosso coração de seis anos? |
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Last Updated on Tuesday, 13 October 2009 14:17 |
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Raimundo Correia -
Poesia
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Ser moça e bela ser, por que é que lhe não basta? Porque tudo o que tem de fresco e virgem gasta E destrói? Porque atrás de uma vaga esperança Fátua, aérea e fugaz, frenética se lança |
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Olavo Bilac -
Poesia
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Como a floresta secular, sombria, Virgem do passo humano e do machado, Onde apenas, horrendo, ecoa o brado Do tigre, e cuja agreste ramaria |
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Last Updated on Friday, 31 July 2009 17:45 |
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Millôr Fernandes -
Poesia
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Como será o Brasil no ano dois mil? As crianças de hoje, já velhinhas então,
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Last Updated on Thursday, 26 November 2009 04:29 |
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Mario Quintana -
Poesia
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O velho Leon Tolstoi fugiu de casa aos oitenta anos E foi morrer na gare de Astapovo! Com certeza sentou-se a um velho banco, Um desses velhos bancos lustrosos pelo uso Que existem em todas as estaçõezinhas pobres do mundo Contra uma parede nua... |
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Mario Quintana -
Poesia
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Todos estes que aí estão Atravancando o meu caminho, Eles passarão. Eu passarinho!
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Millôr Fernandes -
Poesia
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Terrível é o pensar. Eu penso tanto |
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Mario de Sá Carneiro -
Poema
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As companheiras que não tive, Sinto-as chorar por mim, veladas, Ao pôr do sol, pelos jardins... |
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Junqueira Freire -
Poesia
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Que lindos olhos Que estão em ti! Tão lindos olhos Eu nunca vi... |
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Helena Kolody -
Poesia
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Nas flores do cardo, leve poeira de orvalho. Manhã no deserto.
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Last Updated on Thursday, 26 November 2009 04:56 |
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Alberto Caeiro -
Poesia
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A espantosa realidade das cousas É a minha descoberta de todos os dias. Cada cousa é o que é, E é difícil explicar a alguém quanto isso me alegra, E quanto isso me basta. |
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Last Updated on Wednesday, 05 August 2009 22:04 |
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Martins Fontes -
Poesia
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Amas! Não pode haver bênção mais pura Do que amar e sentir-se benquerido! Ter o encanto, a recíproca ventura De humanamente ser correspondido! |
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Murilo Mendes -
Poesia
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Não basta o sopro do vento Nas oliveiras desertas, O lamento de água oculta Nos pátios da Andaluzia. |
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Mario de Sá Carneiro -
Poesia
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Um pouco mais de sol - eu era brasa,
Um pouco mais de azul - eu era além.
Para atingir, faltou-me um golpe de asa...
Se ao menos eu permanecesse aquém... |
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Martins Fontes -
Poesia
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Se eu fosse Deus seria a vida um sonho, Nossa existência um júbilo perene! Nenhum pesar que o espírito envenene Empanaria a luz do céu risonho! |
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Mario Quintana -
Poesia
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Tão bom viver dia a dia... A vida assim, jamais cansa... Viver tão só de momentos Como estas nuvens no céu... |
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Junqueira Freire -
Poesia
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Bem sei que te sorris com riso angélico, Como as aves do céu e a flor dos bosques; Porém deste sorrir - por mais donoso, Nem sempre gosto. |
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Jorge de Lima -
Poesia
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Essa infanta boreal era a defunta em noturna pavana sempre ungida, colorida de galos silenciosos, extrema-ungida de óleos renovados. |
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