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Álvaro de Campos -
Poesia
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No tempo em que festejavam o dia dos meus anos, Eu era feliz e ninguém estava morto. Na casa antiga, até eu fazer anos era uma tradição de há séculos, E a alegria de todos, e a minha, estava certa com uma religião qualquer. |
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Emily Dickinson -
Poesia
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Morri pela Beleza - mas mal me tinha Acomodado à Campa Quando Alguém que morreu pela Verdade, Da Casa do lado - |
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Álvares de Azevedo -
Poesia
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Por que, pálida inocência, Os olhos teus em dormência A medo lanças em mim? No aperto de minha mão Que sonho do coração Tremeu-te os seios assim? |
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Caetano Veloso -
Poesia
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Nosso amor não deu certo gargalhadas e lágrimas de perto fomos quase nada tipo de amor que não pode dar certo na luz da manhã |
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Last Updated on Wednesday, 12 August 2009 20:17 |
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Álvaro de Campos -
Poesia
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Depois de amanhã, sim, só depois de amanhã... Levarei amanhã a pensar em depois de amanhã, E assim será possível; mas hoje não... Não, hoje nada; hoje não posso. A persistência confusa da minha subjetividade objetiva, O sono da minha vida real, intercalado, |
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Last Updated on Wednesday, 12 August 2009 20:12 |
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Alberto Caeiro -
Poesia
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Num meio-dia de fim de primavera Tive um sonho como uma fotografia. Vi Jesus Cristo descer à terra. Veio pela encosta de um monte Tornado outra vez menino, A correr e a rolar-se pela erva
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Last Updated on Wednesday, 27 January 2010 18:51 |
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José Guilherme de Araújo Jorge -
Poesia
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Na rua sossegada onde eu moro, – à tardinha, quando em sombras o céu lentamente escurece, - um piano solitário, em surdina, – parece acompanhar ao longe a tarde que definha… |
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Almeida Garret -
Poema
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Pois essa luz cintilante Que brilha no teu semblante Donde lhe vem o ‘splendor? Não sentes no peito a chama Que aos meus suspiros se inflama E toda reluz de amor? |
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Álvares de Azevedo -
Poesia
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Meu anjo tem o encanto, a maravilha, Da espontânea canção dos passarinhos; Tem os seios tão alvos, tão macios Como o pêlo sedoso dos arminhos. |
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Álvaro de Campos -
Poesia
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Ali não havia eletricidade. Por isso foi à luz de uma vela mortiça Que li, inserto na cama, O que estava à mão para ler — A Bíblia, em português (coisa curiosa), feita para protestantes. E reli a "Primeira Epístola aos Coríntios". |
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Last Updated on Sunday, 07 March 2010 15:48 |
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Álvares de Azevedo -
Poesia
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Por que mentias leviana e bela? Se minha face pálida sentias Queimada pela febre, e minha vida Tu vias desmaiar, por que mentias? |
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Emily Dickinson -
Poesia
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Demasiada Loucura é o mais divino Juízo - Para um Olhar criterioso - Demasiado Juízo - a mais severa Loucura - É a Maioria que
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Last Updated on Friday, 26 February 2010 00:58 |
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Augusto dos Anjos -
Poesia
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Cindindo a vastidão do Azul profundo, Sulcando o espaço, devassando a terra, A aeronave que um mistério encerra Vai pelo espaço acompanhando o mundo. |
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Almeida Garret -
Poesia
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Qual tronco despido De folha e de flores, Dos ventos batido No inverno gelado De ardentes queimores |
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Last Updated on Wednesday, 05 August 2009 11:15 |
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Alberto Caeiro -
Poesia
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Acho tão natural que não se pense Que me ponho a rir às vezes, sozinho, Não sei bem de quê, mas é de qualquer cousa Que tem que ver com haver gente que pensa ...
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Last Updated on Tuesday, 29 December 2009 10:54 |
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Alberto de Oliveira -
Poema
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Vós outros! que dizeis que o Amor é um suplício, Que a flor da Decepção se abre em todo o Prazer, Que aconselhais à Alma o mosteiro, e o cilício, Pois nada pode consolar-nos de viver |
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Osório Duque Estrada -
Poesia
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Áureos castelos da primeira idade, Dourada fantasia de outras eras Cuja luz de uma estranha claridade, A alma me encheu de sóis e primaveras; |
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Almeida Garret -
Poema
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Minha Júlia, um conselho de amigo; Deixa em branco este livro gentil: Uma só das memórias da vida Vale a pena guardar, entre mil. |
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